sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
O meu desejo para 2005
Que em 20 de Fevereiro de 2005 nos recordemos da eterna limpidez de Sophia e possamos dizer que entramos finalmente no ano que esperávamos, no mês inicial inteiro e limpo onde emergimos da noite e do silêncio e livres habitamos a substância da democracia.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
A inércia
É notório que o alargamento ocorre sem qualquer sustentação numa matriz idiossincrática comum (e agradeço encarecidamente que não me venham aborrecer com a Constituição Europeia).
Alargamo-nos até onde nos permitem os mares e a Rússia. Não haja ilusões, o chamado "projecto europeu", actualmente, resume-se a isto!
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Os Diários de Che Guevara
Estes "diários de motocicleta" (no título original) são o relato de uma viagem interior pela coordenadas de uma utopia em gestação. Aqui se traça o retrato de um sub-continente que ainda hoje permanece unido por sonhos e por misérias comuns.
segunda-feira, 15 de novembro de 2004
O mundo a seus pés
O globo envolvido pela seta laranja também "dava uns ares" do logotipo da agência espacial norte-americana, mas essa associação já não era tão imediata.
Ideias e projectos para o país é que não se vislumbraram, mas isso também ninguém esperava.
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
Texas rules!
terça-feira, 19 de outubro de 2004
Primeiro Aniversário
A frequência de escrita tem sido, nos últimos meses, miserável.
Apesar do mau serviço, este não será com toda a certeza o último aniversário do "Hoje Há Tripas". Apesar da falta de tempo, permanece intacta a vontade de pertencer à globosfera, local ainda arredio dos devaneios censórios de Santana Lopes.
terça-feira, 12 de outubro de 2004
Tragicomédia
Confirmam-se as suspeitas antigas de que a governação demencial de PSL sairia muito cara ao país...
quarta-feira, 6 de outubro de 2004
PCP
Preparemo-nos para uma demonstração inequívoca do triunfo interno da ultra-ortodoxia comunista.
terça-feira, 28 de setembro de 2004
E o Porto aqui tão perto...
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Professores em casa
Isto não é publicidade enganosa, é um acto criminoso.
domingo, 19 de setembro de 2004
Ser ou não ser?
quarta-feira, 15 de setembro de 2004
sábado, 11 de setembro de 2004
Aniversário do terror
Nos minutos e horas seguintes tentei em vão contactá-la.
Do outro lado da linha, no apartamento de San Francisco, niguém atendia o telefone e o medo começava a ganhar terreno à medida que os ponteiros avançavam no relógio da sala, onde a televisão debitava notícias contraditórias e especulava sobre as imagens repetidas vezes sem conta.
O telefonema pacificador só chegou algumas horas depois do embate. Foi como se, até aí, o tempo tivesse parado e nada fizesse sentido. Nesses momentos, as vítimas do ataque terrorista resumiam-se a uma parte de mim que vivia na Costa Oeste.
Chega a ser obsceno o egoísmo humano, mas a verdade é que deste dia 11 de Setembro recordo principalmente o telefonema que me devolveu a tranquilidade roubada pelas notícias da barbárie.
quinta-feira, 9 de setembro de 2004
Prova de vida
terça-feira, 24 de agosto de 2004
Eternuridades
"History will be kind to me for I intend to write it" (W. Churchill)
Este período de repouso do Portuense, repartido de forma patriótica entre o Alto Minho e o Algarve, salpicado por incursões pelo Alentejo e pela Estremadura serviu para confirmar uma suspeita antiga. Ninguém leva PSL a sério (a começar pelo próprio PSL), o que poderá ser uma perigosa vantagem em próximos escrutínios eleitorais. De facto, com expectativas tão baixas, a simples abstinência de erros de governação grosseiros pode ser um trunfo!
terça-feira, 10 de agosto de 2004
Lisbon Revisited
(...)
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer cousa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que haveremos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
(...)
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
A rivalidade entre o Porto e Lisboa (1872)
(...) existe uma incurável rivalidade moral, social, elegante, comercial, alimentícia, política, entre Lisboa e Porto. Lisboa inveja ao Porto a sua riqueza, o seu comércio, as suas belas ruas novas, o conforto das suas casas, a solidez das suas fortunas, a seriedade do seu bem-estar. O Porto inveja a Lisboa a Corte, o Rei, as Câmaras, S. Carlos e o Martinho. Detestam-se. As damas de Lisboa riem-se da pouca distinção, da pequena ciência, da falta de chique e de quê das toilettes do Porto? O Porto, rubro de ódio, cobre as suas senhoras da sumptuosidade dos estofos e das faíscas dos diamantes. (...)
O Porto tinha a Foz, a praia de banhos, rica, de um grande pitoresco de paisagem. Lisboa, rancorosa, improvisa Cascais, sítio enfezado entre pinheiros éticos e rochedos de ópera cómica.
(Eça de Queirós, "Uma Campanha Alegre")