O histórico buraco financeiro do Ministério da Saúde tende a ensandecer os ministros que o tutelam. A mais recente invenção de Correia de Campos para obter fundos evidencia um desespero absoluto. Não é que pretende criar uma taxa moderadora ("taxa de utilização" nas palavras do senhor ministro) para cirurgias e internamentos? Como se fosse humanamente possível moderar a doença que se contrai ou o acidente que se sofre!
Se a intenção for acabar com o Serviço Nacional de Saúde tal como o conhecemos e tal como está consagrado na Constituição da República Portuguesa, é necessário dar a cara e assumi-lo! A pretexto de obter "mais alguns tostões" (nas palavras do próprio ministro) é que não se podem realizar estes ataques encapotados a direitos constitucionalmente garantidos.
Termino com votos para o Senhor Ministro idênticos ao do personagem televisivo Frasier: "Good night and good mental health".
terça-feira, 10 de outubro de 2006
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Ainda sobre a coabitação

Para quem temia a coabitação Cavaco / Sócrates, o HHT apresenta a prova que faltava. Afinal um deles é especialista na área do imobiliário...
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
Corridas

O País congratula-se com mais uma vitória, brilhante, do corredor luso-nigeriano Francis Obikwelu. Apesar de ter nascido na Nigéria e viver actualmente em Espanha, admito que possamos sentir algum orgulho por este talentoso atleta ter escolhido a nossa bandeira para abraçar no final de cada triunfo desportivo além-fronteiras. É algo que não me choca minimamente.
Choca-me no entanto que todos os anos milhares de portugueses também talentosos - ainda que em áreas não desportivas como a química, a física, a microbiologia, a engenharia... - se vejam forçados a abraçar outras bandeiras que não a nossa. O esforço organizacional e financeiro para criar condições de trabalho a estes portugueses é muito grande mas tem de ser feito agora. É importante que os nossos licenciados trabalhem algum tempo lá fora, aprendendo com experiências profissionais e académicas eventualmente mais "evoluídas", mas igualmente importante é que se criem condições para o seu regresso em tempo útil.
segunda-feira, 31 de julho de 2006
Belgais/Bahia

Maria João Pires excedeu-se. Quero acreditar que os problemas de saúde recentes justificarão, pelo menos em parte, a falta de respeito pelas instituições culturais e educativas portuguesas e, em última análise, pelo próprio País. Portugal tem em MJP aquilo de que mais se pode orgulhar e é certo que nem sempre soube reconhecer o mérito que, lá fora, há muito era aclamado.
No entanto, a arrogância com que reclamava apoios financeiros para o seu projecto de Belgais, que é sem dúvida meritório, sempre me provocou estranheza e até alguma irritação. O mérito artístico não pode justificar caprichos autoritários que, não raras vezes, configuravam chantagens públicas com o Estado Português.
NOTA: Desejo o maior sucesso para o projecto Belgais II, desta vez na Bahia, e aproveito o mote para aconselhar a MJP maior moderação quando solicitar (exigir?) apoios ao Estado Brasileiro. É que nem todos os governantes têm a paciência dos nossos...
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Uma Batalha ganha
A recuperação do Cinema Batalha representa uma vitória na guerra contra a desertificação da baixa portuense, ainda que muito haja ainda a fazer. O espaço está decorado com sobriedade e bom gosto, a música ambiente é escolhida criteriosamente e o serviço, não sendo de deslumbrar, também não compromete.
A vista oferecida pelo bar situado na cobertura do edifício é única.
A vista oferecida pelo bar situado na cobertura do edifício é única.
quinta-feira, 6 de julho de 2006
Por Ruas e Vielas
As declarações irreprodutíveis de Fernando Ruas são reveladoras de uma forma de exercer o poder autárquico que nos parecem, hoje, passados que são 32 anos sobre o 25 de Abril, algo de inconcebível.
O apelo à lapidação dos inspectores do Ministério do Ambiente representa o grau zero da política.
Exige-se que o Ministério Público cumpra a sua função.
O apelo à lapidação dos inspectores do Ministério do Ambiente representa o grau zero da política.
Exige-se que o Ministério Público cumpra a sua função.
terça-feira, 4 de julho de 2006
Goleada
Sócrates já deu goleada neste Mundial 2006. A substituição de Freitas do Amaral e consequente mini-remodelação governamental foi, provavelmente, a menos contestada de sempre. A Oposição, à semelhança da generalidade da opinião pública, está com o corpo em Portugal mas com a cabeça na Alemanha. Ditosa pátria...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Escolas

A decisão de fechar um tão elevado número de escolas um pouco por todo o país é, no mínimo, discutível. O facto de estas escolas estarem maioritariamente localizadas em regiões do interior, assoladas pela desertificação, torna necessário um cuidado redobrado na apreciação de cada caso.
É certo que os recursos ministeriais são escassos e que é possível proporcionar melhores condições de ensino se esses recursos forem canalizados para estruturas centralizadas, todavia, essa centralização arrancará os poucos jovens e crianças que ainda restavam e, em muitos casos, os seus pais, também eles jovens e indispensáveis ao combate urgente contra o êxodo rural.
Sócrates diz que esta decisão não é por uma questão de dinheiro. Não é verdade. Trata-se de uma decisão motivada por preocupações financeiras, legítimas, mas que devem ser assumidas enquanto tal. De igual forma, devem ser estimados (e publicados!) os custos, também eles financeiros e de sustentabilidade territorial associados ao encerramento destas escolas. A política (gestão da coisa pública) só pode ser feita assim, com transparência.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
A ver
O último de Woody Allen: "Match Point". Para além da fotografia, da banda sonora, do argumento e de tudo o resto, Scarlett Johansson está de cortar a respiração.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
50 e picos
Cavaco foi eleito presidente da República à primeira volta. Atendendo à tradição portuguesa dos dois mandatos consecutivos, será um exercício terapêutico começar desde já a identificar quem estará em melhores condições para unir a esquerda daqui a dez anos. Para estas eleições também parecia fácil e foi o que se viu...
Uma ideia de Europa
A idiossincrasia da Europa está, para Steiner, nos seus cafés. Não nos bares assépticos da América do Norte, quase sempre vazios, melancólicos e com uma irritante música de fundo, mas nos cafés de Pessoa, barulhentos, medianamente limpos e povoados por clientes habituais que constituem amostras do universo da respectiva metrópole.
Outro ponto de ancoragem da identidade europeia é a distância pedestre entre as metrópoles. A Europa pode ser percorrida a pé e até as cordilheiras se encontram salpicadas por abrigos de montanha, da mesma forma que os nossos parques urbanos estão equipados com bancos de madeira para permitirem o justo descanso dos viajantes.
Também por estes motivos se torna evidente que a afirmação europeia ante a inevitabilidade da globalização só pode ser iniciada quando for reconhecido o timbre cultural que historicamente enformou esta civilização.
A actual geração de líderes europeus tem a suprema responsabilidade de transmitir aos vindouros um legado milenar que não pode ser comprometido por critérios de oportunidade comercial ou quaisquer outros de idêntico teor. A Europa não precisa de se afirmar em antítese ao Estado Unidos, mas também não o deve fazer em colagem excessiva e acrítica.
O facto de Barroso ter chegado onde chegou diz-nos quase tudo sobre a Europa que temos.
Outro ponto de ancoragem da identidade europeia é a distância pedestre entre as metrópoles. A Europa pode ser percorrida a pé e até as cordilheiras se encontram salpicadas por abrigos de montanha, da mesma forma que os nossos parques urbanos estão equipados com bancos de madeira para permitirem o justo descanso dos viajantes.
Também por estes motivos se torna evidente que a afirmação europeia ante a inevitabilidade da globalização só pode ser iniciada quando for reconhecido o timbre cultural que historicamente enformou esta civilização.
A actual geração de líderes europeus tem a suprema responsabilidade de transmitir aos vindouros um legado milenar que não pode ser comprometido por critérios de oportunidade comercial ou quaisquer outros de idêntico teor. A Europa não precisa de se afirmar em antítese ao Estado Unidos, mas também não o deve fazer em colagem excessiva e acrítica.
O facto de Barroso ter chegado onde chegou diz-nos quase tudo sobre a Europa que temos.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Aceita-se Procurador-Geral da República
Oferece-se: remuneração compatível.
Exige-se: escolaridade obrigatória, nacionalidade portuguesa, boletim de vacinas em dia, domínio básico de MsExcel na óptica do utilizador.
Exige-se: escolaridade obrigatória, nacionalidade portuguesa, boletim de vacinas em dia, domínio básico de MsExcel na óptica do utilizador.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Crucifixos
Assiste-se hoje um pouco por todo o mundo ocidental ao progresso da investida laicista dos governos, com o intuito de satisfazer as aspirações - mais ou menos confessáveis - de alguns sectores da sociedade que, travestidos de republicanos e laicos, pretendem em boa verdade a instituição de estados anti-religiosos e não apenas laicos, como nos pretendem fazer crer.
A proibição dos crucifixos nas escolas é uma medida que, enquanto católico, não me choca. Tenho no entanto sérias dificuldades em perceber que haja portugueses que se sintam chocados com a representação de um “homem pregado numa cruz”.
É uma imagem “violenta” para as crianças, advogam os ditos laicos. Convém todavia relembrar a essa legião crescente de palerminhas acobertados por obscuras teses da pedopsiquiatria, que a “violência” de alguém que, há dois mil anos, terá morrido na cruz para salvar todos os homens não é de forma alguma comparável às decapitações, atropelamentos, bombardeamentos e outras idiotices de igual quilate que as inocentes criancinhas sorvem avidamente através dos videojogos, da TV e da Internet.
O ridículo atingiu-se já no Estados Unidos, com a proibição de referências oficiais ao Natal. As instituições devem apenas referir termos inócuos e consensuais com os “feriados”, as “festas” ou as “férias” do final do ano.
O preço a pagar por esta investida anti-religiosa será altíssimo. Aliás, a recente polémica em torno da referência à matriz cristã na futura Constituição Europeia foi já um claro alerta da debilidade cultural dos líderes europeus, que teimam em não querer perceber que a afirmação dos valores cristãos – inequivocamente fundadores da Europa tal como a conhecemos hoje – é a mais eficaz e duradoura política antiterrorista de que podem dispor.
A proibição dos crucifixos nas escolas é uma medida que, enquanto católico, não me choca. Tenho no entanto sérias dificuldades em perceber que haja portugueses que se sintam chocados com a representação de um “homem pregado numa cruz”.
É uma imagem “violenta” para as crianças, advogam os ditos laicos. Convém todavia relembrar a essa legião crescente de palerminhas acobertados por obscuras teses da pedopsiquiatria, que a “violência” de alguém que, há dois mil anos, terá morrido na cruz para salvar todos os homens não é de forma alguma comparável às decapitações, atropelamentos, bombardeamentos e outras idiotices de igual quilate que as inocentes criancinhas sorvem avidamente através dos videojogos, da TV e da Internet.
O ridículo atingiu-se já no Estados Unidos, com a proibição de referências oficiais ao Natal. As instituições devem apenas referir termos inócuos e consensuais com os “feriados”, as “festas” ou as “férias” do final do ano.
O preço a pagar por esta investida anti-religiosa será altíssimo. Aliás, a recente polémica em torno da referência à matriz cristã na futura Constituição Europeia foi já um claro alerta da debilidade cultural dos líderes europeus, que teimam em não querer perceber que a afirmação dos valores cristãos – inequivocamente fundadores da Europa tal como a conhecemos hoje – é a mais eficaz e duradoura política antiterrorista de que podem dispor.
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Rigor, seriedade, competência e... muito voluntarismo

Podia ser um "slogan" estafado de mais um candidato presidencial... mas é o lema não oficial do Banco Alimentar.
Esta organização é, sem sombra de dúvida, um exemplo de cidadania participativa. Mais do que um projecto de caridade "salazarenta", trata-se de um conceito-acção de verdadeira solidariedade social, que se conseguiu afirmar ante a indiferença e a desconfiança generalizada dos portugueses.
O sucesso estrondoso da campanha deste fim-de-semana justificou a máxima: "não é importante que haja poucos a dar muito, mas sim que haja muitos a dar pouco". Assim foi.
Quem, como eu, esteve no armazém do Banco a receber os produtos - que chegavam em torrente - não podia deixar de sentir um genuíno orgulho em ser português, em verificar que a máquina consumista e individualista em que nos tornámos ainda tem alguns "bugs" de solidariedade a lembrar-nos que, antes de sermos "isto", éramos homens.
Com notícias assim, apetece pôr a bandeira de Portugal à janela!
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Cavaco na TVI
A entrevista concedida, com notório enfado, por Cavaco Silva à TVI foi ela própria enfadonha.
Nem a arrogância gratuita de Constança Cunha e Sá afastou o "Professor" do discurso que tinha delineado para aquela entrevista e que, sublinhe-se, não podia ser mais previsível.
Numa frase, Cavaco tem isto para dizer aos portugueses: "Um tecnocrata na Presidência aumenta a confiança dos investidores e, por essa via, contribui para a retoma económica".
Como diria Soares, "é curto" para um Presidente da República.
Nem a arrogância gratuita de Constança Cunha e Sá afastou o "Professor" do discurso que tinha delineado para aquela entrevista e que, sublinhe-se, não podia ser mais previsível.
Numa frase, Cavaco tem isto para dizer aos portugueses: "Um tecnocrata na Presidência aumenta a confiança dos investidores e, por essa via, contribui para a retoma económica".
Como diria Soares, "é curto" para um Presidente da República.
De afronta em afronta
A verdadeira questão de fundo relativamente ao despacho do ministro Mário Lino não é a tese, rebuscada, de se estar a desautorizar o primeiro-ministro no que respeita aos compromissos assumidos sobre o metro do Porto. É, à semelhança do que aconteceu recentemente com a eliminação da linha do TGV entre Porto e Vigo, uma afronta gravíssima a toda a Área Metropolitana do Porto (cuja Junta, note-se, é uma não-entidade).
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Anúncio de Jornal
Bom negócio.
Troco tabuleiro de xadrez, em bom estado, por fotografias antigas tiradas em residência na zona de Elvas.
Troco tabuleiro de xadrez, em bom estado, por fotografias antigas tiradas em residência na zona de Elvas.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Aí está...
... o resultado de termos um Presidente da Câmara que não se considera representante de uma região.
Segundo notícias recentes será intenção do Governo que o TGV venha a ligar o Porto a Lisboa (com paragem em Leiria?!) e Lisboa a Madrid. A ligação entre o Porto e Vigo é afastada dos planos da Administração Central.
O que dirá ou fará Rui Rio relativamente a esta afronta? Muito pouco ou nada, atendendo à percepção que tem dos poderes que lhe foram atribuídos a 9 de Outubro...
Segundo notícias recentes será intenção do Governo que o TGV venha a ligar o Porto a Lisboa (com paragem em Leiria?!) e Lisboa a Madrid. A ligação entre o Porto e Vigo é afastada dos planos da Administração Central.
O que dirá ou fará Rui Rio relativamente a esta afronta? Muito pouco ou nada, atendendo à percepção que tem dos poderes que lhe foram atribuídos a 9 de Outubro...
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Tanto haveria a dizer...
... sobre os resultados das eleições autárquicas, sobre o Orçamento de Estado, sobre a candidatura de Cavaco Silva... mas infelizmente (ou felizmente!), não temos tempo!
Talvez esta limitação se revele positiva a médio prazo. O que aqui se escrever sobre estes temas resultará de uma digestão mais demorada e não estará tão condicionado por estados de alma momentâneos.
Este blogue atravessa uma fase em que todos os copos se encontram "meio cheios" e não "meio vazios", daí o "wishful thinking" do parágrafo anterior.
Talvez esta limitação se revele positiva a médio prazo. O que aqui se escrever sobre estes temas resultará de uma digestão mais demorada e não estará tão condicionado por estados de alma momentâneos.
Este blogue atravessa uma fase em que todos os copos se encontram "meio cheios" e não "meio vazios", daí o "wishful thinking" do parágrafo anterior.
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Debate autárquico sobre o Porto (RTP 1)
Para começar, uma constatação óbvia: o vencedor (mais do que surpreendente) foi Rui Sá.
Dito isto, poder-se-á acrescentar que Assis desperdiçou uma excelente oportunidade para demonstrar a sua superior preparação para ocupar a presidência da autarquia portuense. Quem apenas o ficou a conhecer por via deste debate não terá ficado com a melhor impressão.
Claro que Rio continuou no seu estilo crispado e irritadiço, mas esperava-se melhor réplica por parte do candidato socialista. Principalmente depois de este último ter lamentado durante toda a campanha a pouca disponibilidade de Rio para debates.
Teixeira Lopes foi um não participante no debate. Apenas se dava pela sua presença quando um dos jornalistas, perante a apatia continuada do bloquista, o interpelava sobre algum assunto.
Rui Sá, apesar de se encontrar na posição incómoda de crítica a um executivo do qual fez parte, soube ocupar de forma exemplar um espaço significativo do debate e atingiu plenamente os seus dois objectivos principais: anular Teixeira Lopes e evitar a bipolarização Rio-Assis do debate.
Dito isto, poder-se-á acrescentar que Assis desperdiçou uma excelente oportunidade para demonstrar a sua superior preparação para ocupar a presidência da autarquia portuense. Quem apenas o ficou a conhecer por via deste debate não terá ficado com a melhor impressão.
Claro que Rio continuou no seu estilo crispado e irritadiço, mas esperava-se melhor réplica por parte do candidato socialista. Principalmente depois de este último ter lamentado durante toda a campanha a pouca disponibilidade de Rio para debates.
O "coelho" que Rio tirou da cartola foi de mau gosto e, dizem-no fontes seguras, nem sequer corresponde inteiramente à verdade. Assis reagiu à provocação de forma correcta e em tempo útil.
Rui Sá, apesar de se encontrar na posição incómoda de crítica a um executivo do qual fez parte, soube ocupar de forma exemplar um espaço significativo do debate e atingiu plenamente os seus dois objectivos principais: anular Teixeira Lopes e evitar a bipolarização Rio-Assis do debate.
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